13.8.16

4o. SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO / SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


Em 11 de agosto de 2016 aconteceram, em diversas escolas municipais de SJC, oficinas ministradas POR professores PARA professores. Nessa data, tive a oportunidade de divulgar a psicolinguística e esclarecer como são realizadas algumas pesquisas de linguagem com bebês.


Exchange of experience among teachers of municipal schools of São José dos Campos.

Échange d'expériences entre les enseignants des écoles municipales de São José dos Campos.
































26.1.16

PIPOCAS AO CHÃO



PIPOCAS AO CHÃO
(Por Rita de Cássia Alves Limissuri)
 
Aprecio as imagens, mas prefiro as palavras. Por mau jeito de minha parte, talvez; por ignorância, quem sabe?!; por um simples gosto pessoal, por que não?

O fato é que, quando fui tocada por sentimentos mais profundos (belos ou não), as imagens não se fizeram a tempo ou foram insuficientes ou não foram intensas o bastante para eternizar esses momentos.

Não, não valorizo palavras em detrimento das imagens. Aprecio as imagens! Mas prefiro as legendas.... Não as legendas já prontas ao lado do quadro, mas, sobretudo, aquelas que se criam nas diversas cabeças e nos diferentes corações; o texto mental que se redige, o contexto ao qual a imagem nos remete, as construções e as desconstruções que foram necessárias para que aquela imagem pudesse existir como, por exemplo, uma simples foto de pipocas ao chão...

Quinta-feira de janeiro. Férias escolares. Sem carro e com a já cobrada promessa de um programinha a sós com a primogênita. Sem carro é igual sem berçário...sem chance! E a primeira reconstrução do programa: a inclusão do caçula e a crença de que ele adormeceria durante o trajeto e durante o filme.

Quinze minutos de caminhada até o Shopping, o dobro de "estou cansada", o triplo de "estamos chegando?" e, sem dúvida, o quíntuplo de sensação térmica. A segunda reconstrução foi a inclusão de um caçula que, além de acordado, encontrava-se muito animado.

Aprecio as imagens. Mas não sei como poderia registrar o bem-estar que acometeu a todos graças ao ar-condicionado do local.... Optei pelas palavras.

Sem cachorro Snoopy. Mudança na programação. E a escolha por um tal de dinossauro Arlo foi a terceira reconstrução. Cinema escuro, filme já iniciado, dois filhos, carrinho, pipoca, M&M, bilhetes, carteirinha para comprovar meia entrada, crianças com medo... tateia daqui, tateia de lá, todos se instalam. Filha numa poltrona que a engole, colando joelhos e testa e fazendo voar seus superfaturados M&Ms. Mãe e bebê (e mamadeira do bebê) na poltrona ao lado com as pipocas, o cheiro da pipoca, o sabor da pipoca, o barulho da mordida na pipoca, o engasgo com a pipoca, o encontro das mãos no saco de pipoca, a disputa pela mesma pipoca...

E nesse ritmo monótono e sincronizado de estica o braço, pega a pipoca, leva à boca, mastiga, deglute, estica o braço... o caos vai cessando... o cansaço vai saindo pela pele como num processo de vaporização. E a mãe olha um, depois outro... toca um, depois outro... Intimamente ela agradece a Deus por esse momento e sente seu peito inchar até doer como se fosse abrir e derramar alegria e gratidão por toda a sala de projeção. Aprecio as imagens, mas só sou capaz de explicar os sentimentos pelas metáforas...

Mas o que invade a sala não é a alegria da mãe. É a mamadeira do bebê que sai rolando sabe-se lá para onde. É a irmã mais velha que vê naquilo a oportunidade maior de testar a eficácia de seu super tênis que acende e que então sai pisando duro com os calcanhares para ativar a discoteca sob os pés. As luzes coloridas não detectaram a mamadeira, mas fizeram com que a mãe olhasse para o chão e visse a quantidade de pipocas caídas. Pipocas ao chão, muitas pipocas ao chão. Uma para cada um dos sentimentos sentido pela mãe naquele dia. Uma para cada sonho da menina. Uma para cada travessura do menino. Tantas pipocas que serão varridas, banidas, que deixarão de existir para a maioria.

Aprecio as imagens, sobretudo, de pipocas ao chão. Ah, quantos amores atrelados a essa imagem...quantos sabores...quantos odores...

O filme finda após a paciência das crianças e as forças da mãe. Volta, agora, de táxi. Caçula pisa no banco. Mãe lhe tira os sapatos. Caçula “assume” a direção do carro. Mãe acode. Caçula pinga suco no estofado. Primogênita entrega. Motorista para o carro. Mãe respira. Filha se indigna: "Por que tem que pagar???"

Aprecio, realmente aprecio as imagens: quando disparadoras de palavras. E aprecio os textos, quando me fazem sonhar. Aprecio acima de tudo a vida, quando permite reconstruir.

Imagens e palavras se completam, se enriquecem. Quando a memória faltar ou o coração endurecer, precisarei das duas - imagens e palavras - para que pipocas ao chão não sejam apenas pipocas ao chão.

 

 

27.7.15

FONOLOGIA E VOCABULÁRIO NA PERCEPÇÃO DE EDUCADORAS SOBRE COMUNICAÇÃO DE PRÉ-ESCOLARES

O artigo referente à minha dissertação de mestrado encontra-se agora em pdf e na íntegra, para quem se interessar. Segue o link:
 
 
 
Dez anos após ter passado pela banca de defesa e, atualmente, atuando de maneira mais próxima às questões escolares, vejo que a discussão levantada na época permanece borbulhante e tem todo o meu interesse.






19.7.15

RELAÇÃO ENTRE ORALIDADE E ESCRITA

Em postagens anteriores já falei sobre a relação entre fala e escrita. E, em outras, discorri sobre a relação entre Fonoaudiologia e Educação.
Em programa transmitido no canal Futura em 06/07/15, tive a oportunidade de me colocar acerca de um tema de cunho pedagógico que é a prática da escrita coletiva em salas de alfabetização.
Agradeço à professora Adalgisa Saltosque, ao canal Futura e a todos os envolvidos com o projeto Coletivando.
 
video
 
video
 
video
 
Para ter acesso ao documentário completo:
 
 
 
Fica aqui como sugestão de leitura a dissertação de mestrado que compôs o documentário acima:
 
 
TÍTULO: A escrita coletiva do conto infantil no ensino e aprendizagem da escrita de alunos do primeiro ano do ensino fundamental.
AUTORA: Adalgisa Saltosque
ORIENTADORA: Profa. Doutora Vera Lúcia Batalha de Siqueira Renda
DEFESA: 2014/UNITAU

17.1.15

Function Words Constrain On-Line Recognition of Verbs and Nouns in French 18-Month-Olds

Fonte: http://www.tandfonline.com/doi/pdf/10.1080/15475441.2012.757970

Function Words Constrain On-Line Recognition of Verbs

and Nouns in French 18-Month-Olds

Elodie Cauvet and Rita Limissuri

Laboratoire de Sciences Cognitives et Psycholinguistique

Severine Millotte

Laboratoire d’Etude de l’Apprentissage et du Développement, Université de Bourgogne

Katrin Skoruppa
Department of Speech, Hearing and Phonetic Sciences, University College London

Dominique Cabrol

Maternité Port-Royal, Université Paris Descartes

Anne Christophe

Maternité Port-Royal, Université Paris Descartes,
and Laboratoire de Sciences Cognitives et Psycholinguistique

In this experiment using the conditioned head-turn procedure, 18-month-old French-learning toddlers were trained to respond to either a target noun (“la balle”/the ball) or a target verb (“je mange”/I eat). They were then tested on target word recognition in

two syntactic contexts: the target word was preceded either by a correct function word (“une balle”/a ball or “on mange”/they eat), or by an incorrect function word, signaling a word from the other category (“on balle”/they ball or “une mange”/a eat). We showed that 18-month-olds exploit the syntactic context on-line to recognize the target word: verbs were recognized when preceded by a personal pronoun but not when preceded by  determiner and vice-versa for nouns. These results suggest that 18-month-olds already know noun and verb contexts. As a result, they might be able to exploit them to categorize unknown words and constrain their possible meaning (nouns typically refer to objects whereas verbs typically refer to actions).



(...) is the best contribution to the journal in a given year.

Tive o imenso prazer de participar dos estudos e realizar as primeiras pesquisas que deram origem a esse premiado artigo. Em 2007 fiz a defesa da monografia onde apresentei alguns dados iniciais.

Só tenho a agradecer á Anne Christophe, Severine Millotte, Elodie Cauvet e a todos do Laboratoire de Sciences Cognitives et Psycholinguistique de Paris.


 



















27.12.12

Dificuldades ortográficas no 5º ano: por que ainda ocorrem?

Fonte: http://www.direcionaleducador.com.br/

"No presente artigo, pretendo desenvolver análise acerca das dificuldades ortográficas ainda encontradas por muitos alunos do 5o. ano do ensino fundamental. A escolha pelo tema se deu em razão de estar lecionando no 5o. ano e por ser, frequentemente, surpreendida por erros ortográficos de diferentes naturezas, encontrados nas escritas de de alunos que são bons leitores, bons escritores, dedicados e comprometidos com os estudos. O que acontece? No intuito de compreender essa realidade, a literatura me remeteu à época de Cabral (...)"
 
Em artigo publicado na revista Direcional Educador (dez/12), desenvolvo breve reflexão sobre a ortografia da língua portuguesa do Brasil, a apropriação da ortografia pelos estudantes em geral, a apropriação da ortografia no 5o. ano do ensino fundamental e sobre intervenção nos erros ortográficos. Não se tratando de um estudo conclusivo, espero conseguir despertar no leitor a  curiosidade pela ortografia. Para a aquisição dessa edição da Direcional Educador visite o site: http://www.direcionaleducador.com.br/edicao-95-dez/12/edicao-95-dez/12
 
 

7.3.12

Somos todos professores


Dizem que nunca paramos de aprender. Mas se esquecem que, também, nunca paramos de ensinar.

Ensinamos a todo instante. Ensinamos a todos. Ensinamos, principalmente, aos pequeninos.

O certo e o errado. O bonito e o feio. A amar e a odiar. Respeitar e temer. Como ser feliz ou triste. Como ser bom e como ser cruel.

Como aprender e como desaprender...

 
Sim, nós temos o poder de ensinar tudo isso.

Basta que um par de olhos se pouse sobre nós ou que um par de orelhas capte o som de nossa fala.

Somos professores. Sempre. De todos. Isso é fato!

Se não acredita, olhe ao redor. Você vai se surpreender ao encontrar atitudes suas nos seus próximos. Às vezes, até as suas palavras!

Teriam eles lhe furtado a maneira de ser??? Não! Você os ensinou a ser assim.

Só nos resta, então, a tomada de uma decisão: “o que queremos ensinar?”
(Rita de Cássia A. Limissuri)


7.12.11

O toque do despertar: uma história de acordes e palavras




“- É só ler menino!!! Basta ter vontade!!!” Nossa, quantas vezes será que escutei, falei ou mesmo pensei nessas frases? Impossível calcular...

Eu sabia, eu sempre soube que eram frases vazias. Claro, com esses anos todos de estudos, já sou capaz de reconhecer que não é “só” ler, dada a complexidade do ato de leitura. E sei que a vontade, o desejo, esses a gente não decide quando sentir.

Ainda sim, eu falo...contrariada, mas eu falo! Que professor nunca se viu impaciente diante das dificuldades de seu aluno? Professor é gente. Professor é ex-aluno. O professor teve muitos professores.

E a cada vez que eu tenho vontade de dizer essas frases, é em meus antigos professores que penso. Tento resgatar lá no fundo da memória todos os meus mestres: desde a Irmã Antonia da pré-escola até meus orientadores de mestrado e pós-graduações. Tento lembrar como os mais adorados e os mais temidos lidavam com nossas dificuldades. Tento fazer da minha prática, uma miscelânea da prática de todos eles. E assim tem sido...

Mas o fato é que eu nunca ouvi essas frases, não conheço seu peso, não conheço sua dimensão. Nunca ouvi e, até hoje, eu realmente acreditava nunca ter precisado ouvir. Até hoje...

Neste sábado de novembro, enquanto dedilhava algumas notas em meu tão negligenciado piano, errei. Não foi um erro de quem há tempos não pratica. Foi o mesmo erro de tantos e tantos anos, foi um erro naquela música, naquele acorde, com aquela mão.

Onde estava a partitura? Na minha frente. E não é só ler?!

No momento em que minhas mãos aceleraram os movimentos obedecendo a uma ordem de cérebro para “passar logo por esse acorde e que saia do jeito que sair”, lembrei de minha mãe anunciando “errou de novo!!!!” – como se eu não soubesse...como se eu não fosse cúmplice desse trato entre meu cérebro e minhas mãos. Sabia. Mas sabia também que aquele acorde cheio de notas me assustava.

No entanto, que engraçado, não consegui me recordar de um momento no qual a minha professora tivesse anunciado o meu erro. Fiquei curiosa...intrigada mesmo. Por que ela nunca disse “é só ler menina!!! Basta ter vontade!!!”???

E, então, ao virar a página de minha pasta amarelada, encontrei na partitura seguinte algumas notas, feitas à caneta, pelas mãos da Dona Maria de Lourdes Dias Aun. Essas notas, mais simples, mais descomplicadas, substituíam as notas originais da partitura. As mãos tinham que trabalhar menos, os dedos davam menos nó, mas a melodia se conservava – a melodia que eu buscava. E essa simplificação musical se repetia em várias outras músicas e eu...eu pude finalmente compreender. Foi o meu despertar.

Quem diria, quem poderia imaginar que o verdadeiro sentido do “ensinar” muitas vezes se encontra fora das salas de aula regulares? Tantos são os professores em nossas vidas...

A professora Maria de Loudes percebeu que não era só ler. A cada vez que “fazia de qualquer jeito”, eu explicitava minha incapacidade (seja de aprendizado, seja motivacional) de fazer direito e certo. Ela também sabia que eu não passaria a ter vontade de fazer certo em razão de um pedido seu. Quanta coisa ela sabia! Que bela pedagoga era ela!

Minha professora de piano, então, fez diferente: tornou simples, tornou desejável, tornou prazeroso o objeto de seu ensino e de meu aprendizado. E se eu era uma “disléxica” musical, o fato é que nunca soube. A verdade, é que, tantos anos depois, ainda encontro no piano aquilo que procuro. Nossa relação não carrega traumas nem rancores. Nem rótulos nem nada disso.

E assim, acabei o meu dia com alguns rostinhos na mente. O que esses rostinhos realmente buscam na leitura? O que buscam na escrita? Como enfrentam aqueles textos longos, cheios de palavras? Como trazer para a superfície, o desejo, a vontade, o sentimento que as frases de desmotivação só fazem carregar para as profundezas da alma?

Continuo a dedilhar. Para cada nota, uma palavra: descomplicar, sentir, envolver, querer... agora, para mim,  assim se faz a melodia da leitura e da escrita.

3.6.11

Galinha Pintadinha e afins: DVDs infantis e linguagem.



Olá a todos;


Inicialmente gostaria de agradecer imensamente a todos aqueles que têm acompanhado o Fonolang. Segundo estatísticas do Blogger, no decorrer dessa semana, pessoas do Brasil,  Portugal,  Estados Unidos, Rússia, Irã, França, Reino Unido, Irlanda, Israel e Polônia consultaram essa página - fica aqui meu muito obrigada!

Também segundo as estatísticas, a postagem sobre Psicolinguistica (01/06/08) foi a mais consultada - entre a data de criação do blog e a data atual. Isso indica que muita gente está interessada em compreender como o cérebro se comporta no decorrer do desenvolvimento humano em relação às diversas atividades linguisticas.

E é sobre a linguagem dos bebês que estarei falando aqui. Na realidade, sobre estimulação da linguagem dos bebês. Sem qualquer formalidade, regra ou sistematicidade, desejo apenas registrar aqui minha visão acerca de alguns DVDs infantis que ocupam cada vez mais as prateleiras das lojas de brinquedos.

Estou conhecendo melhor esse universo agora que sou mãe. E escolhi a "Galinha Pintadinha" (Bromélia Filminhos) para ilustrar essa postagem em razão do efeito quase que hipnótico que ela exerce sobre a minha filha que está com 8 meses, mas que há 5 cultiva sua paixão pela tal galinha...

Vejamos, então, o que esse tipo de material oferece como estímulo linguístico:

1) Associação imagem/som: Até hoje não se conhece a razão exata pela qual algumas crianças apresentam atraso no desenvolvimento da linguagem e outras não. É claro, temos as causas orgânicas (deficiência auditiva, deficiência mental, neuropatias etc) e as causas psicológicas (como a resistência em deixar de ser "bebê", possíveis traumas e outros) que podem justificar o atraso ou o distúrbio linguistico. Mas, entre crianças que não se encontram em nenhuma dessas situações de risco, não é possível saber quais irão necessitar de algum tipo de apoio ou acompanhamento para que desenvolvam a linguagem - e algumas certamente precisarão!
Enfim, é possível adquirir vocabulário e desenvolver bem a linguagem sem que haja estímulo visual, prova disso são as crianças cegas congênitas, que podem fazer bom uso da língua. Mas não podemos negar que é muito mais simples saber o que é um "cachorro" se eu vejo um, ao mesmo tempo em que escuto o seu nome - isso facilita a compreensão da palavra, sua retenção e, consequentemente, o seu uso.
E é isso que os DVDs do gênero oferecem. Uma vez que o som (música ou não) e as imagens correspondentes são apresentados juntos, aquelas crianças que tendem a manifestar dificuldades com o vocabulário receptivo (compreensão), ou até mesmo de Processamento Auditivo Central, serão extremamente beneficiadas. E para todas as outras a associação imagem/som torna o programa, no mínimo, bem mais divertido.

2) Cantigas/Canções: Em vários outras situações já ressaltei (tendo por referência diversos autores) a importância das cantigas e canções para o desenvolvimento da consciência fonológica.  Trata-se de um estímulo sonoro extramamente rico em melodia, rimas , repetições de sílabas e de segmentos, além de segmentações de palavras. Tudo isso tende a fazer com que a criança atente para características e para elementos da língua - o que será fundamental posteriormente, durante a aquisição da escrita.
Se falar é um ato automático, que não demanda (normalmente) muita elaboração, a escrita, por sua vez, exige todo uma trabalho e análise e de reflexão sobre a língua. Assim, além de proporcionarem aumento de vocabulário e melhor expressão oral, as cantigas e canções, com seu aspecto lúdico, facilitam a compreensão por parte da criança acerca da língua, em especial, em relação aos seguintes aspectos: percepção de que diferentes palavras apresentar sons parecidos, de que as palavras podem ser "quebradas" em partes menores (sílabas e fonemas), de que as palavras se combinam formando frases e de que as palavras têm tamanhos diferentes.
Dessa maneira, acredito que atividades envolvendo cantigas e canções deveriam ser consideradas de uma maneira mais rigorosa e criteriosa no interior da educação infantil e que poderiam ocupar maior espaço  nas escolas.
3) Legenda: No DVD da Galinha Pintadinha, a música é acompanhada de imagens e, também, de legenda. Sobre a legenda existe uma bolinha que salta sobre a sílaba da palavra exatamente no instante em que ela é pronunciada.
Para os pequenos isso é importante por mostrar que existe uma outra maneira de se representar o som da fala - através da escrita - e para os maiores indica que as palavras podem ser segmentadas em sílabas - conhecimento que será muito útil para a alfabetização.
4) Interação Social (OU ISOLAMENTO SOCIAL???): A associação imagem/som, a presença de músicas e de legendas são pontos positivos para os DVDs infantis - jamais negativos. Já quanto ao aspecto da interação social devemos ter muita cautela para julgar, pois, irá depender da maneira como esses DVDs serão utilizados pelo adulto.
Assim, os DVDs desempenharão um papel social se o adulto compartilhar dessa experiência com a criança, demonstrando conhecimento e interesse pelo que está sendo visto. No entanto, o efeito será contrário e negativo se os DVDs forem utilizados apenas com a função de entreter e/ou acalmar a criança e se o seu conteúdo não for explorado e expandido para situações outras como hora do banho, do lanche etc...

Com certeza os DVDs infantis possuem muito mais beneficios para o desenvolvimento infantil do que os aqui colocados. Seria bom ter mais opções destinadas aos bebês. Mas seria melhor ainda se as instituições de educação infantil se servissem desse tipo de material para o aprendizado das crianças, explorando, complementando e ampliando seu conteúdo.