14.1.17

VÍDEO S.J. DOS CAMPOS última saída






Muitas pessoas estão elogiando o vídeo de divulgação. Aguardo, agora, opiniões sobre o livro que já pode ser adquirido em três instituições da cidade.



Me escreva no fonolang@hotmail

Quero muito conhecer sua opinião!

10.1.17

S.J. DOS CAMPOS - última saída

Será lançado, em breve, o meu livro S. J. DOS CAMPOS - última saída (Tachion Editora).

Trata-se de um romance de leitura rápida e suave, que deve despertar os jovens joseenses para as riquezas dessa cidade. E quem não é daqui, vai ficar morrendo de vontade de conhecer!


Olha só o que eu já posso adiantar para você:



Quer saber do que se trata? Veja a sinopse abaixo:

“Benoit interrompe sua fala e procura nos olhos de Manon uma resposta, uma pista ao menos, de como trazer mais alegria às suas vidas. Deveria refletir sobre a insistente proposta de seu chefe? Haveria alguma chance de isso realmente dar certo? Há alguns meses essa ideia lhe era totalmente absurda, porém, alguma coisa começava a mudar dentro de si; pelo desejo de ver o sorriso nos lábios de sua pequena Manon ou mesmo pela ânsia de sentir o movimento do sorriso em seus próprios lábios, o fato é que a ideia de sair da França lhe causava palpitações agradáveis de se sentir. ”




Enquanto o livro não está em suas mãos, que tal curtir um vídeo?




E voilá! Agora é só aguardar maiores informações. Já, já, aqui no fonolang, eu conto onde adquirir os exemplares.




FICHA TÉCNICA

Limissuri, Rita de Cássia Alves
S.J. Campos – Última Saída, Rita de Cássia Alves Limissuri – São José dos Campos: Tachion Editota, 2016

100 p. - 14,5 x 21 cm

ISBN 978-85-65111-66-9

1- Ficção e Contos Brasileiros 2- São José dos Campos



13.8.16

4o. SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO / SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


Em 11 de agosto de 2016 aconteceram, em diversas escolas municipais de SJC, oficinas ministradas POR professores PARA professores. Nessa data, tive a oportunidade de divulgar a psicolinguística e esclarecer como são realizadas algumas pesquisas de linguagem com bebês.


Exchange of experience among teachers of municipal schools of São José dos Campos.

Échange d'expériences entre les enseignants des écoles municipales de São José dos Campos.
































26.1.16

PIPOCAS AO CHÃO



PIPOCAS AO CHÃO
(Por Rita de Cássia Alves Limissuri)
 
Aprecio as imagens, mas prefiro as palavras. Por mau jeito de minha parte, talvez; por ignorância, quem sabe?!; por um simples gosto pessoal, por que não?

O fato é que, quando fui tocada por sentimentos mais profundos (belos ou não), as imagens não se fizeram a tempo ou foram insuficientes ou não foram intensas o bastante para eternizar esses momentos.

Não, não valorizo palavras em detrimento das imagens. Aprecio as imagens! Mas prefiro as legendas.... Não as legendas já prontas ao lado do quadro, mas, sobretudo, aquelas que se criam nas diversas cabeças e nos diferentes corações; o texto mental que se redige, o contexto ao qual a imagem nos remete, as construções e as desconstruções que foram necessárias para que aquela imagem pudesse existir como, por exemplo, uma simples foto de pipocas ao chão...

Quinta-feira de janeiro. Férias escolares. Sem carro e com a já cobrada promessa de um programinha a sós com a primogênita. Sem carro é igual sem berçário...sem chance! E a primeira reconstrução do programa: a inclusão do caçula e a crença de que ele adormeceria durante o trajeto e durante o filme.

Quinze minutos de caminhada até o Shopping, o dobro de "estou cansada", o triplo de "estamos chegando?" e, sem dúvida, o quíntuplo de sensação térmica. A segunda reconstrução foi a inclusão de um caçula que, além de acordado, encontrava-se muito animado.

Aprecio as imagens. Mas não sei como poderia registrar o bem-estar que acometeu a todos graças ao ar-condicionado do local.... Optei pelas palavras.

Sem cachorro Snoopy. Mudança na programação. E a escolha por um tal de dinossauro Arlo foi a terceira reconstrução. Cinema escuro, filme já iniciado, dois filhos, carrinho, pipoca, M&M, bilhetes, carteirinha para comprovar meia entrada, crianças com medo... tateia daqui, tateia de lá, todos se instalam. Filha numa poltrona que a engole, colando joelhos e testa e fazendo voar seus superfaturados M&Ms. Mãe e bebê (e mamadeira do bebê) na poltrona ao lado com as pipocas, o cheiro da pipoca, o sabor da pipoca, o barulho da mordida na pipoca, o engasgo com a pipoca, o encontro das mãos no saco de pipoca, a disputa pela mesma pipoca...

E nesse ritmo monótono e sincronizado de estica o braço, pega a pipoca, leva à boca, mastiga, deglute, estica o braço... o caos vai cessando... o cansaço vai saindo pela pele como num processo de vaporização. E a mãe olha um, depois outro... toca um, depois outro... Intimamente ela agradece a Deus por esse momento e sente seu peito inchar até doer como se fosse abrir e derramar alegria e gratidão por toda a sala de projeção. Aprecio as imagens, mas só sou capaz de explicar os sentimentos pelas metáforas...

Mas o que invade a sala não é a alegria da mãe. É a mamadeira do bebê que sai rolando sabe-se lá para onde. É a irmã mais velha que vê naquilo a oportunidade maior de testar a eficácia de seu super tênis que acende e que então sai pisando duro com os calcanhares para ativar a discoteca sob os pés. As luzes coloridas não detectaram a mamadeira, mas fizeram com que a mãe olhasse para o chão e visse a quantidade de pipocas caídas. Pipocas ao chão, muitas pipocas ao chão. Uma para cada um dos sentimentos sentido pela mãe naquele dia. Uma para cada sonho da menina. Uma para cada travessura do menino. Tantas pipocas que serão varridas, banidas, que deixarão de existir para a maioria.

Aprecio as imagens, sobretudo, de pipocas ao chão. Ah, quantos amores atrelados a essa imagem...quantos sabores...quantos odores...

O filme finda após a paciência das crianças e as forças da mãe. Volta, agora, de táxi. Caçula pisa no banco. Mãe lhe tira os sapatos. Caçula “assume” a direção do carro. Mãe acode. Caçula pinga suco no estofado. Primogênita entrega. Motorista para o carro. Mãe respira. Filha se indigna: "Por que tem que pagar???"

Aprecio, realmente aprecio as imagens: quando disparadoras de palavras. E aprecio os textos, quando me fazem sonhar. Aprecio acima de tudo a vida, quando permite reconstruir.

Imagens e palavras se completam, se enriquecem. Quando a memória faltar ou o coração endurecer, precisarei das duas - imagens e palavras - para que pipocas ao chão não sejam apenas pipocas ao chão.

 

 

27.7.15

FONOLOGIA E VOCABULÁRIO NA PERCEPÇÃO DE EDUCADORAS SOBRE COMUNICAÇÃO DE PRÉ-ESCOLARES

O artigo referente à minha dissertação de mestrado encontra-se agora em pdf e na íntegra, para quem se interessar. Segue o link:
 
 
 
Dez anos após ter passado pela banca de defesa e, atualmente, atuando de maneira mais próxima às questões escolares, vejo que a discussão levantada na época permanece borbulhante e tem todo o meu interesse.






19.7.15

RELAÇÃO ENTRE ORALIDADE E ESCRITA

Em postagens anteriores já falei sobre a relação entre fala e escrita. E, em outras, discorri sobre a relação entre Fonoaudiologia e Educação.
Em programa transmitido no canal Futura em 06/07/15, tive a oportunidade de me colocar acerca de um tema de cunho pedagógico que é a prática da escrita coletiva em salas de alfabetização.
Agradeço à professora Adalgisa Saltosque, ao canal Futura e a todos os envolvidos com o projeto Coletivando.
 
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Para ter acesso ao documentário completo:
 
 
 
Fica aqui como sugestão de leitura a dissertação de mestrado que compôs o documentário acima:
 
 
TÍTULO: A escrita coletiva do conto infantil no ensino e aprendizagem da escrita de alunos do primeiro ano do ensino fundamental.
AUTORA: Adalgisa Saltosque
ORIENTADORA: Profa. Doutora Vera Lúcia Batalha de Siqueira Renda
DEFESA: 2014/UNITAU

17.1.15

Function Words Constrain On-Line Recognition of Verbs and Nouns in French 18-Month-Olds

Fonte: http://www.tandfonline.com/doi/pdf/10.1080/15475441.2012.757970

Function Words Constrain On-Line Recognition of Verbs

and Nouns in French 18-Month-Olds

Elodie Cauvet and Rita Limissuri

Laboratoire de Sciences Cognitives et Psycholinguistique

Severine Millotte

Laboratoire d’Etude de l’Apprentissage et du Développement, Université de Bourgogne

Katrin Skoruppa
Department of Speech, Hearing and Phonetic Sciences, University College London

Dominique Cabrol

Maternité Port-Royal, Université Paris Descartes

Anne Christophe

Maternité Port-Royal, Université Paris Descartes,
and Laboratoire de Sciences Cognitives et Psycholinguistique

In this experiment using the conditioned head-turn procedure, 18-month-old French-learning toddlers were trained to respond to either a target noun (“la balle”/the ball) or a target verb (“je mange”/I eat). They were then tested on target word recognition in

two syntactic contexts: the target word was preceded either by a correct function word (“une balle”/a ball or “on mange”/they eat), or by an incorrect function word, signaling a word from the other category (“on balle”/they ball or “une mange”/a eat). We showed that 18-month-olds exploit the syntactic context on-line to recognize the target word: verbs were recognized when preceded by a personal pronoun but not when preceded by  determiner and vice-versa for nouns. These results suggest that 18-month-olds already know noun and verb contexts. As a result, they might be able to exploit them to categorize unknown words and constrain their possible meaning (nouns typically refer to objects whereas verbs typically refer to actions).



(...) is the best contribution to the journal in a given year.

Tive o imenso prazer de participar dos estudos e realizar as primeiras pesquisas que deram origem a esse premiado artigo. Em 2007 fiz a defesa da monografia onde apresentei alguns dados iniciais.

Só tenho a agradecer á Anne Christophe, Severine Millotte, Elodie Cauvet e a todos do Laboratoire de Sciences Cognitives et Psycholinguistique de Paris.


 



















27.12.12

Dificuldades ortográficas no 5º ano: por que ainda ocorrem?

Fonte: http://www.direcionaleducador.com.br/

"No presente artigo, pretendo desenvolver análise acerca das dificuldades ortográficas ainda encontradas por muitos alunos do 5o. ano do ensino fundamental. A escolha pelo tema se deu em razão de estar lecionando no 5o. ano e por ser, frequentemente, surpreendida por erros ortográficos de diferentes naturezas, encontrados nas escritas de de alunos que são bons leitores, bons escritores, dedicados e comprometidos com os estudos. O que acontece? No intuito de compreender essa realidade, a literatura me remeteu à época de Cabral (...)"
 
Em artigo publicado na revista Direcional Educador (dez/12), desenvolvo breve reflexão sobre a ortografia da língua portuguesa do Brasil, a apropriação da ortografia pelos estudantes em geral, a apropriação da ortografia no 5o. ano do ensino fundamental e sobre intervenção nos erros ortográficos. Não se tratando de um estudo conclusivo, espero conseguir despertar no leitor a  curiosidade pela ortografia. Para a aquisição dessa edição da Direcional Educador visite o site: http://www.direcionaleducador.com.br/edicao-95-dez/12/edicao-95-dez/12
 
 

7.3.12

Somos todos professores


Dizem que nunca paramos de aprender. Mas se esquecem que, também, nunca paramos de ensinar.

Ensinamos a todo instante. Ensinamos a todos. Ensinamos, principalmente, aos pequeninos.

O certo e o errado. O bonito e o feio. A amar e a odiar. Respeitar e temer. Como ser feliz ou triste. Como ser bom e como ser cruel.

Como aprender e como desaprender...

 
Sim, nós temos o poder de ensinar tudo isso.

Basta que um par de olhos se pouse sobre nós ou que um par de orelhas capte o som de nossa fala.

Somos professores. Sempre. De todos. Isso é fato!

Se não acredita, olhe ao redor. Você vai se surpreender ao encontrar atitudes suas nos seus próximos. Às vezes, até as suas palavras!

Teriam eles lhe furtado a maneira de ser??? Não! Você os ensinou a ser assim.

Só nos resta, então, a tomada de uma decisão: “o que queremos ensinar?”
(Rita de Cássia A. Limissuri)